A "Liga dos Amigos da Nazare" é uma associação sem fins lucrativos, constituída em 15 de Maio de 1956, é alheia a credos políticos e religiosos e tem como principais objectivos, a defesa e valorização do património cultural e natural, a conservação da natureza, a união de todos os amigos da Nazaré, a promoção e valorização das suas belezas naturais, artísticas e folclóricas, assim como da sua tradição e etnografia".




Sede

R. Dr. Rui Rosa, 6A (loja) 2450-209 Nazaré

contacto: liganazare@gmail.com

sábado, 1 de agosto de 2009

Os chalets junto ao paredão perfilados



Perfilados junto ao paredão nos seus tempos áureos, os chalets "românticos" na época em que a Nazaré era procurada pela sua identidade própria.

O Museu da Nazaré e a Liga

A razão de ser primordial da fundação, em 1956, da Liga dos Amigos da Nazaré
foi a criação de um Museu, dado o interesse antropológico e etnográfico da sociedade nazarena.
Esse objectivo foi concretizado, graças ao esforço de várias pessoas, nazarenos alguns, amigos de fora outros, que levaram acabo essa tarefa, atrevo-me a pensar ciclópica para a época.
É, pois, com grande satisfação que recebemos a notícia de que um novo espaço, de autoria do arquitecto Siza Vieira, vai acomodar o espólio do actual Museu, para que o possamos ver, certamente exposto segundo as normas mais actuais da museologia.
Esta é para além de uma vitória da Nazaré no seu todo, um motivo de orgulho para a Liga dos Amigos da Nazaré, parceira daquela instituição por direito próprio, passe a imodéstia...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Temporário... desde há 15 anos!!!

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Estas imagens dos "farrapos" que "embelezam" a parte superior do túnel do Elevador, podem ser vistas de qualquer ponto da Nazaré. Uma situação que se julgava temporária, mantem-se assim, para gaudio dos forasteiros e indignação e chacota dos "Siteiros", desde há 15 anos(!!!!). É caso para dizer: É obra!!! Por quanto mais tempo vamos ter de suportar esta vergonha ?!?, dizem eles, e digo eu.

Eugénio Couto

terça-feira, 14 de julho de 2009

BOLETIM nº 7






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COMUNICADO



A Direcção da "Liga dos Amigos da Nazaré", na sua última reunião, decidiu tornar público o seguinte comunicado enviado á Câmara Municipal da Nazaré, há já algumas semanas sem que, até á data, tivesse qualquer reacção das entidades Camarárias. Assim, decidiu enviá-lo, para publicação, no jornal "Região da Nazaré" e Rádio Nazaré.


CHALET “MIRAMAR”

A “LIGA DOS AMIGOS DA NAZARÉ”, cumprindo uma obrigação que lhe é imposta estatutariamente, não pode nem deve deixar de alertar a população, em geral, e os detentores do poder de decisão local, em particular, para uma situação que há muito temíamos e que parece poder vir a concretizar-se a muito curto prazo, concretamente a mais que provável ruína e/ou demolição do conhecido chalet “Miramar”.
Há muito tempo foi dado a conhecer á C.M. Nazaré a nossa preocupação pelo estado de abandono deste e de outros prédios referencia, e do receio de que tal abandono fosse propositado como justificação para sua posterior total demolição.
Procurámos garantias de que, pelo menos, a sua frontaria seria preservada. Pelo que julgamos sabemos, tal não vai acontecer por razões que desconhecemos, mas que não serão difíceis de imaginar.
Não somos contrários ao progresso e desenvolvimento local, desde que tal não colida com a necessária preservação do nosso património e memória colectiva; para isso, exigimos sensibilidade e vontade política a quem tem o poder da decisão, atributos que, por razões óbvias, não podemos exigir aos empresários da construção civil, cujos interesses apontam noutra direcção.
È nossa opinião de que ainda é possível á entidade camarária, escudada pela legislação definida no Plano Director Municipal da Nazaré, opor-se a este anunciado desprezo pelo nosso património; para tal bastará que este imóvel conste do “inventário municipal do património”, pois tem todas as condições objectivas e subjectivas para dele constar.
Assim, perante o lamentável espectáculo de abandono que apresenta, a critica de quem nos visita e uma certa passividade oficial que urge denunciar, a “Liga dos Amigos da Nazaré” quer, deste modo, alertar toda a população nazarena, sobretudo todos aqueles que se preocupam com estas e futuras idênticas situações, para que se mobilizem e se juntem a nós no que os seus direitos de cidadania lhe conferem, fazendo ouvir a sua voz, sempre que o legado patrimonial, seja ele qual for, esteja em risco de ser arrasado por interesses que não coincidem exactamente com os que esta Liga defende e que a defesa da nossa memória colectiva nos impõe.

Viva a NAZARÉ!
A Direcção da Liga dos Amigos da Nazaré

sábado, 2 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Modernidade e Tradição

Vem a propósito do tema que continuamos a colocar à discussão, referir uma curiosidade que não deixa de ser facto histórico relevante, encontrado por acaso ao folhear uma edição da antiga Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, "CAMINHOS DO PATRIMÓNIO", que mostra o percurso deste organismo desde 1929 a 1999, assim como as suas linhas de orientação, através dos estudos de diversos especialistas.
Durante a década de 50, no âmbito do plano nacional de construção de pousadas por todo o país, as tendências puristas da nova Arquitectura confrontaram os modelos mais tradicionalistas do estilo oficial nacional, proposto pelo ideário nacionalista do Estado Novo, através de um vocabulário formal de cariz regionalista, integrando elementos da Arquitectura tradicional das várias regiões.
Dentro do plano de construção de pousadas distinguiram-se alguns arquitectos que propuseram soluções arrojadas, que se afastavam claramente deste modelo da época e que foram rejeitadas. É o caso do projecto para a Pousada da Nazaré, a ser construída na arriba norte do Sítio, de autoria do Arquitecto Rui Jervis D’Athouguia.
“Terá sido justamente pela integração destes valores racionais e modernos, implantando-se sem concessões, com o vigor do gesto no alto da escarpa, que o projecto, embora defendido pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, tenha sido recusado pelo SNI e pela propaganda, e desse modo, inviabilizado na medida em que não respeitava o Decreto-lei nº 31259, no seu artº2º, que estabelecia que as pousadas deviam pelo seu estilo e cor local, integrar-se quanto possível, no pitoresco das regiões.”
(*Tostões, Ana, in "Caminhos do Património"_DGEMN)

São visões antagónicas, será desejável e possível conciliar estas posições?!...
Cila

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Forte de São Miguel Arcanjo

Aspectos dos trabalhos de fortalecimento das arribas adjacentes ao Forte.
(Para ampliar, clicar sobre a fotografia.)

ECouto






segunda-feira, 13 de abril de 2009

Modernidade e tradição

Lançamos este tópico a debate, pois de nós depende a qualidade dos espaços em que vivemos e isso depende, em grande parte, da preservação do que foi feito pelas gerações que nos precederam

Preservar... ou deitar abaixo e fazer novo?... Que caminho seguir?...
A dúvida não é só de agora!...As opiniões têm divergido ao longo dos tempos, dividido os especialistas e técnicos e determinado soluções, umas vezes conciliadoras, outras vezes chocantes, em termos de rupturas visuais e até mesmo afectivas, por destruírem o mundo simbólico das nossas memórias,que queremos imutável, qual tábua de salvação contra a inexorabilidade do passar do Tempo.
Está em causa a conservação ou a destruição de vocabulários formais que correspondem a outros tantos conceitos e modos de vida, que impõem outras funcionalidades e estéticas.
Este dilema está presente em toda a parte e de forma bastante aguda actualmente, com o grande desenvolvimento da construção que é, cada vez mais, sinónimo de progresso, as mais das vezes exorbitando arrogantemente o seu poder modernizador e conformador dos espaços que habitamos.